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Ifé (em iorubá: Ifè ou Ilé-Ifẹ̀ ,que significa 'terra da expansão' ou 'terra da dispersão') é uma antiga cidade iorubá no estado de Ọṣun, no sudoeste da Nigéria. Evidências arqueológicas indicam que o início da povoação da cidade remonta a 500 a.C.
Ifé é um dos reinos do Império de Oió. As suas origens, mergulhadas na mitologia iorubá, não nos fornecem, do ponto de vista cronológico, um ponto inicial preciso. Os iorubás vieram do Nordeste, talvez do Alto Nilo, por vagas sucessivas, entre o século VI e o XI, com paragens, em particular no Império de Canem. Ifé provavelmente foi habitada no século VI, data mais antiga fornecida até agora pelo método do radiocarbono a materiais recolhidos de escavações na cidade.
Ela foi o centro de dispersão, sendo reconhecida por todos os iorubás como a fonte mística do poder e da legitimidade: o lugar de onde partia a consagração espiritual (sendo o Oni, chefe de Ifé, o grande pontífice) e para onde retornavam os restos mortais e as insígnias de todos os reis. Ifé era considerada uma cidade sagrada para os iorubás.
Os "Bronze do Benim" (feitos de latão e bronze) são um grupo de esculturas que inclui placas em relevo elaboradamente decoradas, cabeças comemorativas, figuras de animais e humanos, itens de insígnias reais e ornamentos pessoais. Foram criados pelo menos a partir do século XVI no Reino do Benim, na África Ocidental, por uma guilda especializada que trabalhava para a corte real do Oba (rei) na Cidade do Benim. O Reino também apoiava guildas que trabalhavam com outros materiais, como marfim, madeira, couro, coral/pedra vermelha e têxteis, e o termo "Bronze do Benim" é por vezes utilizado para se referir a objetos históricos produzidos com esses outros materiais.
Oba ("Rei" nas línguas iorubás ) é um título honorífico pré-nominal para reis na terra iorubá e no Reino do Benin . De acordo com a mitologia iorubá, o primeiro oba foi Oduduwa , o lendário progenitor do povo iorubá.
Para saber mais: https://www.britishmuseum.org/about-us/british-museum-story/contested-objects-collection/benin-bronzes
Estas peças foram adquiridas em uma viagem à África Ocidental, na cidade de Benin, no ano de 2002, juntamente com outras duas máscaras em cobre e vime. Novamente, uma odisseia para despachar no avião, mas, no final, com muita educação, conseguimos liberar. Isto se deve a um histórico secular de usurpação do patrimônio histórico nigeriano, principalmente, por europeus.
Esta peça foi confeccionada em meados do século XX.
