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Máscara tradicional da etnia Punu, originária da região sul do Gabão, esculpida em madeira e pigmentada em tons de branco, vermelho e preto. As máscaras Punu são reconhecidas por seus traços serenos e idealizados, que representam figuras femininas ancestrais, símbolo de beleza, sabedoria e espiritualidade.

O rosto ovalado, os olhos semicerrados e a boca delicada expressam calma e introspecção, enquanto o cabelo esculpido com formas geométricas remete aos penteados típicos da cultura punu. Coberta com caulim branco, a superfície indica associação com o mundo espiritual e os ritos funerários, em que a máscara era usada por dançarinos para homenagear os antepassados e proteger a comunidade. A pátina e o desgaste visíveis reforçam sua autenticidade e o uso ritualístico tradicional.

Os punu produzem as máscaras chamadas Okuyi, que são retratos comemorativos utilizados em ritos fúnebres. Existem as máscaras “brancas” (que são pintadas com argila “pemba”) e as “negras” (que possuem uma cor que depende da pátina da madeira). Essa é uma tradição que já se perdeu no Gabão. As máscaras são feitas a partir de um ideal de beleza feminino representativo desta cultura.

Item similar faz parte do acervo do Museu Oscar Niemeyer, na exposição permanente de Arte dos países africanos.

Foi adquirida pelo nosso curador com orientação do sr. Diack, do Kepaaru Africa.

Medidas aproximadas:
Altura: 33cm
Largura: 18cm
Comprimento: 16cm